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Com Que Roupa?

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Depois de alguns shows, muitas pessoas me perguntaram qual é a marca da minha bateria (já que ela está com uma pele de resposta da Pearl) e qual a configuração.

Então, resolvi escrever hoje sobre um tema importantíssimo para músicos em geral, mas especialmente para bateristas, já que é minha especialidade:

Escolher seu instrumento é muito semelhante a escolher uma roupa. Imagine uma mulher mais cheinha comprando um modelito a la Gisele Bündchen. Não combina.

Primeiro, para você optar por um kit de bateria você tem que saber qual é o som que você toca e qual o seu estilo de tocar. Muitos bateristas vêem seus bateristas preferidos e falam “Nossa, quero uma batera igual”. A não ser que você seja uma banda cover ou faça som próprio que se encaixe na sonoridade de seu artista predileto, você estará entrando em uma furada. Lembre-se: bateria é um instrumento muito caro para fazermos testes.

Se o som que você toca é diversificado, procure usar configurações-padrão. Você não errará.

Bumbo: 20x16
Caixa: 14x5,5
Tom1: 12x10 (ou 10x08)
Tom2: 13x11 (ou 12x10)
Surdo: (16x16)


Pronto. Pode mandar um Rock, uma MPB ou um Funk (não o bonde do tigrão, tá?) que o som vai ficar legal.

Se o seu som é mais puxado para ritmos funkeados, use tambores com mais controle, mas sem perder a projeção... Isso acontece com tambores com menos polegadas. Inclua um tom de 8”, por exemplo. E um surdo de 14”. Que Kit, hein?

Agora, se seu som for mais pesado, tambores maiores. Tons de 14” e surdos de 16” e 18” dão um ótimo efeito. Só não exagere na profundidade do bumbo. Eu sugiro 22x14, 24x14, ou até mesmo 26x14!

Pratos... Escolha aquele que te agrade. Não vá na vibe de marcas. Tem que ter o timbre que você gosta. E outra: Insista para que o vendedor deixe você testar o prato que vai levar. Pratos são (os bons) feitos à mão. Se o camarada dá uma espirrada na hora de martelar o prato, pronto... O som muda. Então, escolha ao vivo e a cores e teste o som.

Por hoje é só:

Segue abaixo a configuração da minha bateria:

Bateria Odery Hand Made Custom (em araucaria Wood):
Bumbo: 22x18
Caixa: 14x6,5 (casco em alumínio maciço torneado)
Tom1: 8x7
Tom2: 10x9
Surdo1: 14x13
Surdo2: 16x15

Pratos:
Chimbal: Zildjian Avedis Quick Beat 14”
Ataque 1: Zildjian K Custom Dark Crash 16”
Ataque 2: Zildjian A Custom Fast Crash 18”
Splash: Sabian HH 12”
Condução: Zildjian K Custom Ride Brilliant 20”


Bateria e baterista em ação durante o Show do U.H.U!

Espero que tenham curtido a dica.

E até a próxima!

Good Times Bad Times

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Sexta-feira, 25 de setembro de 2009 marcou os 29 anos sem John Bonham, ex-baterista do Led Zeppelin.

Aqui vai uma brevíssima bio de um mito. O cara que inspira pelo menos 90% dos bateristas..... Até hoje!

Aos 5 anos, tocando com as panelas da mamãe, improvisando elementos da cozinha com sais de banho para dar o efeito sonoro de uma caixa, Bonham já sabia que seria baterista. Aos 10 anos ganhou sua primeira caixa de verdade, já que estava destruindo as panelas, garfos, facas e sais de banho para treinar seus rudimentos e pauladas que viriam a ser suas principais características.

Convencido de que aquela barulheira não seria apenas um passa tempo, seu pai - Jack Bonham - deu-lhe de presente um verdadeiro (porém simples) kit de bateria. BONZO tinha 15 anos. “Aquilo era pré-histórico. – Bonham dizia – Mas não via a hora de chegar em casa e me aprimorar”.

Como todo baterista que se preze, muito esforço, treino e superação. Bonham passou por diversas bandas até, em 1968, quando Jimmy Page, para cumprir seus contratos da antiga banda The Yardbirds, ‘recruta’ junto com seu produtor Peter Grant e o baixista e tecladista John Paul Jones, Robert Plaint e seu amigo John Henry Bonham. A nova banda se chamou The New Yardbirds até um ensaio em que Keith Moon, baterista do The Whoo sugeriu algo mais pesado, mas que podia voar. Zepellin de Chumbo! O famoso Led Zeppelin.

Bonham e sua banda começaram abrindo shows do Vanilla Fudge, cujo baterista é ninguém menos que Carmine Appice. Seu método é referência até hoje para bateristas de todo o mundo.

Daí para frente todo mundo sabe o que aconteceu. Muita música, muito som, muito álcool. 25 de setembro de 1980 John Henry Bonham foi encontrado morto, asfixiado em seu próprio vômito, após ingerir 40 doses de vodka em menos de 10 horas.

Aqui vai a minha homenagem e meu saudosismo... Como queria nascer naquela época e ouvir Led Zeppelin ao Invés de NX Zero, Banda Cine entre outras aberrações da música...

E até a próxima!